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ARTIGO: Quando você for à feira

Foto do escritor: Nilto TattoNilto Tatto

Imagem: MST

Menos de 15 dias separam a Feira Nacional da Reforma Agrária, que será realizada pelo MST nesta semana (11 a 14 de maio), da Agrishow, megaevento do agronegócio que terminou no dia 03. Mesmo tão próximos um do outro, será que é possível comparar dois encontros tão distintos, como uma feira de produtos orgânicos, manifestações culturais populares, com a presença massiva de movimentos sociais e um evento de grandes empresários, negociação de commodities, equipamentos de última geração e megashows?

Para isso é preciso olhar com carinho para esta dualidade, já que além de recursos privados, a agropecuária brasileira, que promove a Agrishow, é fortemente subsidiada pelo Estado. Na verdade é quase um monopólio do orçamento, que traduz um posicionamento político responsável por colocar em primeiro plano o latifúndio, a monocultura e o uso intensivo de agrotóxicos, consumindo praticamente toda verba do setor. Se considerarmos ainda os impactos socioambientais, a conta não fecha.

Do outro lado está a Feira Nacional da Reforma Agrária, organizada por movimentos sociais e agricultores familiares, que apesar de responsáveis pela produção de quase 70% dos alimentos que chegam à nossa mesa, não dispõe do mesmo montante de recursos públicos. Estamos falando de um modelo sustentável, econômica e ambientalmente, baseado na distribuição da terra e da produção livre de agroquímicos, capaz de manter o trabalhador no campo, produzir alimentos sadios e movimentar a economia local. Não deveria ser este o padrão de agropecuária que um estado deveria investir?

É preciso equacionar a distribuição dos recursos e o governo Lula já começou a fazê-lo, de forma que os produtos da reforma agrária se tornem mais competitivos no mercado e possam revelar aquilo que verdadeiramente importa. Por isso, quando você for visitar a Feira Nacional da Reforma Agrária, no Parque da Água Branca, em São Paulo, preste bem atenção que, ao invés de máquinas, você vai encontrar pessoas; ao invés de commodities para produzir alimentos ultraprocessados, você vai encontrar comida de verdade e ao invés de shows produzidos por uma grande indústria, você vai encontrar artistas maravilhosos, cheios de amor para dar.

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